Agosto Dourado destaca importância do apoio à amamentação também no ambiente de trabalho
Durante o Agosto Dourado, campanha dedicada à conscientização sobre a importância do aleitamento materno, ganha destaque um tema que vai além da saúde materno-infantil: o papel das instituições na criação de ambientes que favoreçam a continuidade da amamentação após o retorno ao trabalho.
Recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como forma exclusiva de alimentação até os seis meses de idade e complementar até os dois anos ou mais, a amamentação proporciona benefícios amplamente reconhecidos para o desenvolvimento infantil e para a saúde da mulher. No entanto, a retomada das atividades profissionais ainda representa um dos principais desafios para muitas mães.
Nesse cenário, iniciativas que oferecem apoio às lactantes contribuem para que a mulher possa conciliar a maternidade e a vida profissional com mais segurança, acolhimento e qualidade de vida.
Além dos benefícios para mães e bebês, a amamentação também está diretamente relacionada à sustentabilidade. O leite materno é um alimento natural, renovável e produzido sem embalagens, transporte industrial ou geração de resíduos, reduzindo impactos ambientais e contribuindo para padrões de consumo mais sustentáveis.
O incentivo ao aleitamento também repercute positivamente na saúde pública, favorece a redução de custos com assistência médica, fortalece a primeira infância e contribui para ambientes de trabalho mais inclusivos e comprometidos com o bem-estar de suas equipes.
No Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), esse compromisso é desenvolvido por meio do projeto Amamentação Sustentável, coordenado pela Secretaria-Geral de Sustentabilidade e Responsabilidade Social (SGSUS). A iniciativa disponibiliza um espaço adequado para que servidoras e colaboradoras lactantes possam realizar a extração e o armazenamento do leite materno durante a jornada de trabalho, favorecendo a continuidade da amamentação após o retorno da licença-maternidade.
A Sala de Apoio à Amamentação do Judiciário fluminense foi a primeira de um Tribunal de Justiça certificada pelo Ministério da Saúde. O projeto também incentiva a doação de leite humano ao Banco de Leite da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), ação que já contribuiu para beneficiar aproximadamente 105 recém-nascidos internados em unidades de terapia intensiva neonatal.
Com iniciativas como essa, o PJERJ reforça seu compromisso com políticas institucionais voltadas à valorização das pessoas, à promoção da saúde, à igualdade de oportunidades e à construção de uma sociedade mais sustentável.
Fonte: SGCOS/ TJRJ
Edição: SF/TJRJ